Buscar
  • Laboratório de Neurofarmacologia

Fármacos do Futuro - Insulina

Atualizado: 8 de mar. de 2021

Olá inventores! Tudo bom? Vamos aprender mais um pouco sobre insulina hoje? Essa todo mundo conhece, mas é sempre bom aprender mais não é mesmo. Estão prontos?

A insulina é um hormônio peptídico endógeno que é responsável pela entrada da glicose na célula. Além disso, a insulina é essencial no metabolismo dos carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento de lipídeos.

Esse hormônio é produzido pelas células beta das ilhotas de Langherans. Essas ilhotas são uma região da parte endócrina do pâncreas, que é responsável por secretar esse hormônio na corrente sanguínea. Juntamente com o glucagon, que é produzido pelas células alfa das ilhotas, a insulina é responsável pelo controle da glicemia (taxa de glicose no sangue).

A glicose não consegue atravessar a membrana celular sozinha por isso é necessário transportadores proteicos, o GLUT1 e GLUT7. A insulina faz o papel de “porteiro” permitindo que a glicose passe pelo transportador e entre na célula para gerar energia. Quando a produção de insulina é insuficiente para a quantidade de glicose consumida, esta se acumula no sangue causando uma deficiência celular por falta de energia. Essa falta de insulina é conhecida como diabetes mellitus.

A relação entre as ilhotas de Langherans, o pâncreas e a diabetes mellitus começou a ser estabelecida ano de 1869 pelo pesquisador Paul Langherans que identificou um porção d células diferenciais no pâncreas. Muitos anos se passaram e somente em 1967 a conformação espacial da insulina foi descoberta pelo pesquisador Dorothy Crowfoot Hodgkin. Nesta data se se tinha conhecimento da sua relação com as ilhotas do pâncreas e que a degradação dessas células causava um doença chamada diabetes mellitus.

Pacientes que não conseguem mais produzir endogenamente insulina, os chamados insulinodependentes, precisam administrar esse hormônio de forma exógena. Esses análogos a insulina utilizados no tratamento da diabetes são o que aumentam a qualidade de vida desses pacientes. A primeira forma de insulinoterapia era feita com o hormônio extraído de células do pâncreas de porcos ou vacas. Entretanto, apesar de semelhante a insulina humana, alguns pacientes apresentavam reações alérgicas e outros a medicação simplesmente não tinha o efeito desejado. Por esses motivos era preciso desenvolver uma nova terapia que fosse mais eficiente. Atualmente a técnica de produção de insulina é feita a partir da técnica de DNA recombinante. Essa técnica surgiu no Brasil na década de 1990 e, em 2001, a Universidade de Brasília juntamente com a Biobrás foi capaz de produzir um insulina humana feita por bactérias E. coli. Essa nova insulina terapia é mais eficiente e não causa reações alérgicas.

Lembrando que a Biointech tem insulina disponível para o uso em pesquisa – peça seu orçamento pelo nosso site ou e-mail.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

2 visualizações

Posts recentes

Ver tudo